Lucro da General Motors chegou a US$ 9,7 bilhões em 2015

 Enquanto EUA e China contribuíram, América do Sul trouxe perdasREDAÇÃO ABCom a retomada das vendas de veículos nos Estados Unidos e boa performance na China, a General Motors fez seu lucro líquido crescer mais de 240% em 2015, para expressivos US$ 9,7 bilhões. A informação foi divulgada aos acionistas da montadora na quarta-feira, 3. O Ebit, lucro operacional antes de encargos financeiros e impostos que indica, portanto, os resultados da atividade principal da companhia, somou US$ 10,8 bilhões, com aumento de 66,1% na comparação com o registrado em 2014. A boa performance reflete a entrega de 9,8 milhões de carros globalmente ao longo do ano passado, volume que garantiu à General Motors 11,2% de market share no mercado mundial de veículos. O faturamento da montadora chegou a US$ 152,4 bilhões, com leve redução de 2,2%. “Foi um ano forte em vários aspectos, com recorde de vendas e de ganhos”, observou Mary Barra, CEO da fabricante, em comunicado distribuído ao mercado. Ela enfatizou a intenção de seguir fortalecendo o principal negócio do grupo e de “liderar a transformação da mobilidade individual, com a criação de oportunidades nas áreas de conectividade e de direção autônoma.” AMÉRICA DO SUL TEM RESULTADO NEGATIVO Apesar da boa performance global, a GM teve perdas na América do Sul. O Ebit apresentou prejuízo de US$ 600 milhões, aprofundado o resultado negativo de US$ 200 milhões registrado em 2014. A empresa apontou ter tomado medidas para amenizar as perdas na região causadas pela queda do mercado. Entre elas está a redução de 20% nos custos trabalhistas e corte de 35% na produção. Qualquer prejuízo na América do Sul, no entanto, foi compensado pela boa performance da General Motors nos Estados Unidos. A GM América do Norte teve Ebit de US$ 11 bilhões. A divisão Internacional da companhia, que engloba países da Ásia, foi salva pela China. Com isso, houve crescimento, com lucro de US$ 1,4 bilhão. A operação europeia da empresa teve prejuízo de US$ 800 milhões em 2015. Ainda assim, o resultado foi melhor do que o do ano anterior, quando as perdas chegaram a US$ 1,4 bilhão. A companhia aponta que reverter o resultado negativo na região é uma das prioridades para 2016.
Fonte: Automotive Business