Maior revenda GM pede concordata

A Bill Heard Enterprises, a maior revendedora norte-americana de veículos da Chevrolet, entrou com pedido de concordata, mencionando o mercado de automóveis em queda como fator determinante. A empresa fechou 14 showrooms e eliminou mais de 3.200 empregos na última semana.

A companhia, que tem sede na cidade de Columbus na Geórgia, listou tanto as dívidas quanto os ativos em US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão no processo do Capítulo 11 junto à Corte de Falências da cidade de Decatur, Alabama. Pelo menos 23 afiliadas da empresa também entraram com o mesmo pedido.

“As difíceis condições de financiamento que o setor automotivo tem enfrentado em conseqüência da crise dos empréstimos subprime” contribuiu para o fechamento da companhia, informou a Bill Heard em seu website.

O mercado norte-americano de automóveis, muito afetado pela alta nos preços do combustível e pela crise imobiliária, teve seu pior desempenho desde o início da década de 90. O colapso do Lehman Brothers e outras instituições financeiras enxugaram os mercados de crédito, o que diminuiu a demanda por produtos mais caros.

A empresa operava lojas nos estados do Alabama, Flórida, Nevada, Tennessee, Texas e Geórgia comercializando as marcas Chevrolet, Cadillac e Saab. A revendedora informou que manterá alguns funcionários para ajudar no fechamento da empresa.

Socorro

O Congresso americano deu a aprovação final para a legislação que concede à indústria automobilística um empréstimo de US$ 25 bilhões, suspendendo uma proibição de perfurações para a busca de petróleo em alto-mar e financiando o governo até que o próximo presidente tome posse.

As provisões relativas ao empréstimo para veículos foram buscadas pela General Motors, a Ford Motors, a Chrysler e outras que disseram precisar da ajuda do contribuinte para financiar uma mudança rumo à fabricação de carros econômicos.

A legislação, aprovada pelo Senado por 78 a 12, consome US$ 602 bilhões para os departamentos de defesa, segurança interna e de assuntos relativos aos veteranos. Ela também financia a maioria do resto da estrutura governamental em níveis atuais até 6 de março. Mais de US$ 6 bilhões serão gastos em cerca de 2.000 projetos favoritos conhecidos como “earmarks” (marca de identificação na orelha de animais), de acordo com o Taxpayers for Common Sense (organização que trabalha para eliminar gastos governamentais perdulário), com sede em Washington.

Os republicanos em ambas as câmaras disseram que lhes foram dadas poucas oportunidades para revisar um projeto de lei que dava a maior parte do dinheiro apropriado este ano pelo Congresso.

A legislação foi escrita “quase exclusivamente por membros do staff e ainda assim, um número pequeno de membros” e não houve “reuniões nas quais discutir política ou o descontentamento que os membros possam ter tido”, disse o senador Thad Cochran, o alto Republicano no Appropriations Committee da câmara. É provável que Bush assine o projeto de lei, que foi aprovado no início desta semana pela Câmara
Fonte: Gazeta Mercantil