Mão de obra qualificada também é desafio na Inglaterra

 Indústria tem dificuldade para preencher 5 mil vagas na regiãoREDAÇÃO ABA indústria automotiva brasileira enfrentou dificuldade para encontrar mão de obra qualificada nos últimos anos, período de crescimento do mercado interno e da produção local de veículos. O problema parece não ser exclusividade de países emergentes. A Inglaterra enfrenta o mesmo desafio. Há complicação para preencher cerca de 5 mil vagas na região por falta de profissionais qualificados. A conclusão é de relatório do Conselho Automotivo inglês em parceria com a SMMT, entidade que representa a indústria automotiva da região, que consultou montadoras e fornecedores de componentes com produção no País. O estudo apontou que, das vagas abertas, 19% são consideradas críticas, de posições estratégicas e com grande impacto na operação das empresas pesquisadas. Entre as posições em que o recrutamento é mais difícil, estão engenheiros, principalmente para a área de design e de produção. Segundo o relatório, um dos efeitos da escassez de mão de obra é que as empresas têm aumentado a contratação de profissionais temporários e também importado talentos de outros países. O setor automotivo é responsável por 800 mil empregos diretos e indiretos na região. O problema acontece justamente em momento de crescimento da indústria automotiva na Inglaterra, com 1,59 milhão de veículos em 2015, maior volume em uma década. A expectativa é de que o volume siga em expansão e supere a marca de 2 milhões de unidades em 2020. O estudo indica ainda que o país teve ganhos importantes de produtividade no setor, com melhoria de 40% desde 2010, o que faz com que a Inglaterra se posicione como a mão de obra mais produtiva da Europa. O relatório alerta, no entanto, que a atual dificuldade para encontrar profissionais qualificados pode quebrar este ciclo. A crescente demanda por tecnologia na indústria é desafio adicional, já que será necessário para as empresas empregar pessoas cada vez mais capacitadas. “A indústria automotiva já investiu pesadamente em formação e treinamento para desenvolver uma nova geração de trabalhadores qualificados, mas ainda é necessário mais apoio. A luta para preencher as vagas atrasa o crescimento. É essencial que governo e indústria trabalhem juntos rapidamente para identificar formas de reduzir estas lacunas”, avalia Mike Hawes, líder da SMMT.
Fonte: Automotive Business