Marcas de luxo pressionam o governo para obter incentivos

Marcas de luxo pressionam o governo para obter incentivos

Nesta semana, representantes das marcas de luxo com fábricas no Brasil se reuniram com Igor Calvet, secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em Brasília, para tratar de incentivos especiais para os fabricantes de carros premium. O assunto foi “ex-tarifário para motores”, que é uma redução no imposto de importação de 18% para 2%, que desde 2016 já beneficia o setor automotivo. A redução beneficia operações menores e também produtos que não possuem similares feitos no país.

As montadoras Audi, BMW, Mercedes-Benz e Jaguar Land Rover querem a manutenção desse benefício, mas também querem outros incentivos para manterem suas operações no Brasil, por isso a reunião teve um tema mais amplo, que é a garantia de aprovação do Rota 2030. As empresas precisam de previsibilidade para poder ajustar seus investimentos e produção por aqui, mas da mesma forma que entraram, saíram, segundo fontes do site Automotive Business.

As quatro empresas de luxo querem saber quando e se o Rota 2030 de fato será aprovado, mas isso Calvet não pôde responder. Afinal, tudo está nas mãos do presidente Michel Temer e será ele quem irá definir quando ocorrerá, se vier a acontecer em sua gestão. Desde agosto de 2017, o novo regime automotivo bem se arrastando para aprovação e gerou até um conflito de interesses entre MDIC e o MF, que segurou a nova política por causa da desoneração fiscal que esta iria gerar na economia nacional.

Para os fabricantes de luxo e outros do setor, a espera pelo Rota 2030 está sendo torturante, pois as matrizes querem respostas sobre o que irá acontecer por aqui, mas de fato quase ninguém sabe quando o anúncio será feito. Sem essa definição, muitas operações estão em compasso de espera e de mãos atadas, mas o temor de perder investimentos é alto, visto que sem previsibilidade, as sedes das companhias irão priorizar mercados onde a política já está definida e é mais seguro aplicar o dinheiro.

No setor de marcas premium, a situação é bem pior que nas montadoras tradicionais, visto que a produção conjunta não chega a 10 mil unidades/ano, devido às vendas em baixa e também ao dólar caro, que torna as operações de pequeno porte mais sensíveis à variação cambial. Assim, o prejuízo geral é elevado.

Como o Inovar-Auto tornava caro importar, estas decidiram montar plantas básicas para fazer parcialmente esses carros de luxo no Brasil, com a maioria das peças de alta tecnologia importadas. Por isso, a intenção é manter essa estrutura que fomenta a tecnologia avançada no setor automotivo, mas para isso, é necessário que o governo conceda incentivos para que essa parte da indústria seja mantida.

[Fonte: Automotive Business]

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