Mercedes-Benz amplia gama da Sprinter

A Mercedes-Benz dormiu no ponto em agosto passado com a alteração da lei de restrição de circulação de veículos de carga na cidade de São Paulo. Ficou sem ter no portfólio produto melhor adequado para atender às necessidades de seus clientes. Apesar do pequeno atraso, a empresa lançou na quarta-feira, 26, o veículo que faltava. Trata-se de mais uma opção, desta vez mais leve, na família Sprinter, chamada de Street.

Em duas opções, cabina-chassi ou furgão, com teto alto ou baixo, a nova Sprinter permite direção de motoristas que tenham Carteira Nacional de Habilitação da Categoria B, característica que na visão dos dirigentes da fabricante, será um dos mais fortes argumentos de venda do veículo. Segundo Gilson Mansur, diretor de vendas de veículos comerciais, o foco desta versão é o comerciante que não tem o transporte como sua atividade final. O executivo, no entanto, reconhece que este é um mercado muito pulverizado e, por isso, não tem idéia de como o mix de vendas de todas as versões da Sprinter ficará no ano que vem: “Como a versão cabina-chassi oferece maior flexibilidade ao transporte esperamos que esta opção puxe o crescimento das vendas em 2009”.

De acordo com os dados da empresa, de janeiro a outubro foram vendidas no atacado cerca de 5,3 mil unidades de todas as versões da Sprinter, do total de 22,9 mil veículos dos segmentos em que o modelo está presente: de 3,5 toneladas a 4,6 toneladas de peso bruto total. Os preços das quatro versões da Sprinter Street variam de R$ 80,2 mil a R$ 97,6 mil.

Com vendas imediatas para a versão furgão, até o fim deste ano a expectativa é que sejam negociadas trezentas unidades: “Se estivéssemos com a homologação da Sprinter Street quando a lei de circulação foi alterada, as vendas seriam muito melhores em 2008”.

A versão chassi chega ao mercado brasileiro em janeiro de 2009. Esta opção não contará com a versão de passageiros porque para ela é necessária categoria D da CNH.

O veículo pode circular sem restrições nas áreas metropolitanas porque tem peso bruto total de 3,5 toneladas e entreeixo curto, de 3 m ou 3,5 metros, além de rodado simples. A depender do tamanho, a capacidade de carga líquida do modelo varia de 1,4 tonelada a pouco mais de 1,5 tonelada. O motor é eletrônico OM 611 LA CDI, fabricado pela Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, SP. Mas a Sprinter Street, assim como as outras versões, são montadas na unidade argentina.

As novas versões da Sprinter também entram no financiamento especial que o Banco Mercedes-Benz oferece em novembro e com possibilidade de se estender para dezembro: 10% de entrada e taxa de 1,49% ao mês em até 48 meses na modalidade leasing.

Crise – A respeito da crise financeira internacional, Gilson Mansur, diretor de vendas de veículos comerciais, não acredita que tenha chegado ao setor de caminhões no País. Para ele a desaceleração das vendas nos dois últimos meses do ano é tradicional, até porque os clientes costumam fazer suas compras até outubro para colocarem o quanto antes o veículo em operação.

Segundo o executivo até mesmo o movimento do mercado no Centro-Oeste do País está mantido, sem prejuízos para a programação da agricultura: “Estamos de olhos atentos para todos os lados”.

(Maira Nascimento)

Fonte: Boletim Autodata