Metalúrgicos conseguem acordo salarial e descartam greve


Do Diário OnLine
Com Diário do Grande ABC

Os metalúrgicos das montadoras da região aprovaram em assembleia realizada na manhã deste sábado a proposta de reajuste salarial feita nesta madrugada pelo Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e descartaram entrar em greve geral na próxima segunda-feira (14).

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o aumento será de 6,53% a partir de 1º de setembro e os trabalhadores receberão ainda um abono de R$ 1,5 mil no próximo dia 25. Esse percentual equivale a 4,4% de reposição salarial referente à inflação do período mais aumento real de 2%. O abono equivale a aumento de mais 2,07%. A entidade estimou que mais de 10 mil metalúrgicos compareceram à assembleia.

O piso da categoria passa a ser R$ 1.275 e os 6,53% só serão aplicados nos salários de até R$ 7 mil por mês. A partir deste valor, o trabalhador recebe fixo de R$ 457,10. No início da crise a categoria contava com 102 mil trabalhadores. Hoje tem 92 mil, de acordo com o sindicato.

“Em razão das difíceis negociações, optamos por fazer um bom acordo com as montadoras”, disse o presidente do sindicato, Sérgio Nobre. “Agora, esse acordo vai servir de referência para arrancarmos acordos semelhantes nos demais grupos, onde só ofereceram reposição da inflação”, completou.

Durante toda a semana, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC organizou uma série de manifestações para pressionar a bancada patronal a conceder reajuste salarial acima da inflação. Funcionários da Volkswagen, Ford, Mercedes, Scania, Toyota e de empresas de autopeças chegaram a paralisar a linha de produção. A categoria havia prometido entrar em greve por tempo indeterminado caso não houvesse acordo com as montadoras.

No setor de autopeças, porém, a categoria continua sem acordo. Na segunda-feira, haverá outra rodada de negociações com o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores). O sindicato tenta que o acordo das montadoras seja aplicado para os demais grupos. Se isso não ocorrer há ameaça de ser decretada greve por tempo indeterminado na quinta-feira, quando acontece nova assembleia.

Fonte: Diário do Grande ABC