Montadora pretende demitir 10 mil funcionários na matriz

Gazeta Mercantil

A General Motors Corp. pretende demitir pelo menos 10 mil funcionários adicionais por meio da oferta de pacotes de demissão voluntária. A montadora também vai migrar para a produção de carros de passageiros em vez de caminhonetes na tentativa de colocar um ponto final em três anos de prejuízos, disseram fontes próximas às decisões.

Um corte de 10 mil funcionários equivaleria a 14% da folha de pagamento dos empregados da GM filiados ao sindicato United Auto Workers e elevaria o número de demissões voluntárias e antecipações de aposentadoria para pelo menos 44.400 trabalhadores desde 2005. A General Motors, que é maior montadora norte-americana, já reduziu em 138 mil picapes e utilitários esportivos sua produção planejada para a América do Norte este ano, após os preços recordes da gasolina terem prejudicado as vendas.

A General Motors provavelmente anunciará as novas demissões voluntárias antes de sua assembléia anual de acionistas do próximo dia 3 de junho, durante a qual Rick Wagoner, seu principal executivo, pretende discutir a estratégia para produzir mais carros e menos picapes, disseram essas fontes, que pediram para não ter seus nomes divulgados devido ao fato de a informação ainda não ter sido tornada pública.

“Nós provavelmente precisamos cortar parte de nossa capacidade produtiva referente a caminhonetes e utilitários esportivos”, disse no final da noite de ontem Mark LaNeve, diretor de vendas da General Motors, em uma entrevista concedida em Los Angeles.

As vendas da montadora, sediada em Detroit, nos EUA caíram 12% até abril passado, após a demanda por caminhonetes ter despencado em meio à desaceleração da economia norte-americana e ao salto de 30% registrado este ano pelo preço da gasolina.

As vendas das picapes GMC Sierra e Chevrolet Silverado nos EUA recuaram 19% até abril, estimou a Autodata Corp., empresa de Woodcliff Lake, Nova Jersey.

Fonte: Webtranspo