Montadoras ampliam aposta em elétrico

O mercado dos veículos elétricos – puros ou híbridos, que também contam com motor a combustão, ou seja, movido à gasolina -, ainda é incipiente no Brasil, mas terá alguns novos produtos para disputar a preferência do consumidor a partir de 2013.

As montadoras, aos poucos, ampliam suas apostas nesse segmento, mas ainda esperam que, ao longo do tempo, o consumidor se adapte à tecnologia e, principalmente, que o governo federal ofereça incentivos às vendas desses carros, menos poluentes.

No ano que vem chegam os híbridos Prius, da Toyota, que já é sucesso mundial são 3,2 milhões de unidades vendidas no mundo, e o Ford Fusion Hybrid 2013 versão tecnologicamente mais avançada que a anterior, lançada por aqui em 2010; e, em 2014 desembarca o elétrico i3, da BMW, modelos que vão engrossar o leque de opções para um público sofisticado e disposto a pagar um pouco mais por produto mais ecologicamente correto.

O Fusion foi pioneiro no mercado nacional. A Ford importou 255 unidades do carro até agora, dos quais cinco foram para testes, 50 foram para uso interno e test-drive por parte dos distribuidores e, dos 200 restantes, metade foi para frotas corporativas.

Segundo o gerente geral de marketing da montadora, Oswaldo Ramos, a aposta no modelo, que também tem motor a gasolina, se deve ao fato de que falta infraestrutura no Brasil para os carros plug-in nos quais se recarrega a bateria na tomada. Para ele, incentivos fiscais poderiam acelerar a demanda por híbridos no mercado, que têm vantagens, como a menor emissão de poluentes e a redução de consumo. “Mas é um processo irreversível de crescimento da procura”, avaliou, na semana passada, durante evento da SAE Brasil sobre o tema, em São Paulo.

Entre os benefícios, a versão anterior do Fusion Hybrid fazia 13,8 quilômetros por litro de gasolina na cidade e, o novo, vai rodar 16,8 quilômetros por litro. Isso porque ambos os modelos conseguem, entre outras características, reaproveitar a energia gerada pela frenagem para alimentar a bateria, que movimenta o carro nas descidas e no plano. O ponto negativo é o custo que, na caso desse carro, chega a ser 25% mais alto do que a versão normal só motor a combustão – o que já está no mercado sai por R$ 133 mil, frente aos R$ 106 mil do tradicional. “Começamos com um carro de luxo porque a sensibilidade no preço é menor no público comprador”, afirma Ramos. Em veículos populares, por causa da tecnologia, que é cara – principalmente a bateria de lítio -, o preço dobra, estima o executivo.

Por sua vez, a Toyota também aposta nos híbridos, e trará o Prius no Brasil. “Vai demorar um pouco para virar sucesso, temos um bom caminho pela frente para maximizar os volumes, mas o híbrido veio para ficar”, diz o diretor comercial da montadora no País, Frank Peter Gundlach.

Fonte: Diário do Grande ABC