Montadoras européias buscam saídas para queda do dólar. Brasil é opção

Com a queda do dólar a níveis cada vez mais baixos diante do euro, as montadoras da Europa estão em busca de meios de compensar o declínio da lucratividade no enorme mercado americano. A BMW AG adverte que mais cortes de emprego podem ser necessários. A Volkswagen AG avança com a construção de uma fábrica na América do Norte. A Porsche AG, por sua vez, está a enviar mais de seus veículos a locais como a China, onde questões cambiais não são um fator. Os Estados Unidos têm o maior mercado individual de automóveis do mundo, com cerca de 16,1 milhões de carros e picapes vendidos no ano passado. Na Alemanha, os registros de novos carros – que indicam as vendas de veículos zero – totalizaram 3,5 milhões no ano passado, enquanto no Reino Unido foram 2,8 milhões. Mas a queda do dólar torna os EUA menos rentáveis para as montadoras européias, que fabricam a maior parte de seus veículos em países que usam o euro ou têm moedas atreladas ao euro. Para reduzir sua exposição ao dólar fraco, a Volkswagen, a BMW, a Porsche e a Daimler AG praticam hedge, ou cobertura, cambial. Isso envolve a compra nos mercados de contratos financeiros que compensam oscilações cambiais. Além disso, empresas européias como a Volks, a BMW e a Daimler construíram ou expandiram fábricas nos EUA, Brasil e México, reduzindo assim o número de produtos que precisam ser importados da Europa. (The Wall Street Journal Americas / Valor Econômico)

Fonte: Boletim Autodata