Não basta vender

Abê
Joel Leite e Alzira Rodrigues

O País vive um momento mágico. Assim o diretor-geral de Vendas e Marketing da GM, Marcos Munhoz, define o Brasil de hoje. E vai além. Diz ser preciso aproveitar o atual quadro de estabilidade econômica e demanda aquecida para buscar mais proximidade com o cliente, oferecendo um bom nível de serviço, especialmente no pós-venda. “Temos que aproveitar este bom momento para criar uma relação de confiança com o consumidor, para colher os frutos no futuro, quando (espero que isso nunca ocorra) o mercado não estiver tão comprador”.
É um raciocínio simples, mas que certamente definirá o sucesso (ou não) das marcas que atuam no País. Vender, hoje, é fácil. O difícil é manter e fidelizar os clientes. Quem aproveitar este momento para trabalhar neste sentido terá, certamente, um futuro melhor.

É que com o aumento do parque circulante de veículos, também cresce a demanda na área de pós-venda das concessionárias. A simples necessidade de fazer as revisões já leva a um aumento de “passagens” na rede autorizada. Sem contar manutenção, acidentes e outros acontecimentos que fazem com que o motorista tenha de ir à oficina. Quanto mais carros nas ruas, mais procura pelo pós-venda. É sabido que o brasileiro normalmente deixa de ir a uma autorizada após encerrado o período de garantia. Assim como também é de conhecimento das concessionárias que o cliente mal recebido tende a procurar outra marca na hora da troca do seu veículo. Portanto, não basta oferecer o produto. É preciso garantir a qualidade do atendimento.

Todas as montadoras estão investindo hoje em aumento da oferta. A GM, por exemplo, ampliou recentemente a produção de sua fábrica de São Caetano, com adoção do terceiro turno de trabalho e a contratação de 1.500 funcionários. O gargalo agora está na produção de motores, o que deve ser resolvido com a construção da fábrica em Santa Catarina, que começa a operar no próximo ano.

Mas ampliar a oferta não é o suficiente. É necessário garantir um atendimento adequado para quem, muitas vezes com sacrifício, está investindo num zero-quilômetro. A maioria das marcas, principalmente as mais novas, está ampliando a base de atendimento. Dados da Fenabrave indicam que só neste ano já foram abertas 195 novas concessionárias, totalizando 5.829 pontos, incluindo veículos, motos e implementos rodoviários. Só mesmo com uma rede forte e concessionárias equipadas as montadoras vão garantir futuramente seu espaço no concorrido mercado brasileiro.

Fonte: Diário do Comércio