Nissan apura alta de 37,4% do lucro líquido até setembro

 Vendas fortes na América do Norte e Europa impulsionam resultado
REDAÇÃO AB
O lucro líquido da Nissan aumentou 37,4% na primeira metade do ano fiscal que corresponde ao período entre abril e setembro contra iguais meses do ano fiscal anterior, ao reportar ganhos equivalentes a US$ 2,7 bilhões. A montadora atribuiu o resultado à forte demanda na América do Norte e Europa ocidental aliada ao gerenciamento de custos e a correção do iene com relação ao dólar, o que contrabalanceou a queda das vendas no Japão e em mercados emergentes.O lucro operacional cresceu 50,8%, para US$ 3,2 bilhões, enquanto o faturamento líquido subiu 15,3%, para US$ 48,7 bilhões. As vendas da Nissan tiveram incremento de 1,3% nos seis meses encerrados em setembro com a entrega de 2,62 milhões de veículos em todo o mundo. O relatório destaca alta da demanda na América do Norte pelo sedã Altima e o SUV Rogue, além do aumento das vendas na Europa Ocidental para modelos como o X-Trail e o Qashqai. Na China, houve incremento de 9,5% das vendas para 722 mil unidades enquanto que as entregas no Japão e na América Latina caíram 9% e 2,5% respectivamente para 265 mil e 86 mil unidades.“A Nissan entregou sólido crescimento das receitas e melhoria da rentabilidade no primeiro semestre do ano fiscal, impulsionada pela crescente demanda por nossos veículos na América do Norte e uma recuperação na Europa Ocidental, que compensou a volatilidade do mercado em outros lugares”, disse Carlos Ghosn, CEO e presidente mundial da Nissan. A marca se manteve como líder mundial no mercado de veículos elétricos, com vendas acumuladas aproximadas de 200 mil unidades. Como parte de sua estratégia de emissões zero, a Nissan anunciou em setembro que seu modelo 100% elétrico Leaf estará disponível em uma nova versão com bateria de 30 kWh que permite uma autonomia 20% maior do que o modelo atual. PROJEÇÕES PARA O ANO FISCAL 2015/2016A Nissan revisou para cima as projeções de balanço financeiro que foram apresentadas anteriormente ao mercado em 13 de maio. Para o ano fiscal em curso que termina em 31 de março de 2016, a empresa espera obter lucro líquido equivalente a US$ 4,5 bilhões – na previsão anterior, o valor era de US$ 4,2 bilhões. O lucro operacional é estimado agora em US$ 6,1 bilhões contra os US$ 5,9 bilhões previstos anteriormente, enquanto a receita líquida deve encerrar o ano fiscal vigente em US$ 102,6 bilhões, que considerando o ajuste cambial, previa US$ 105,2 bilhões em maio. “Estamos aumentando nossa performance financeira para o ano completo graças à nossa gama agressiva de produtos, nossa disciplina financeira e aos benefícios da nossa estratégia de manter uma aliança com a Renault, que nos faz entregar resultados melhores que os esperados”, conclui Ghosn. A revisão é baseada em uma previsão de vendas globais de 5,5 milhões de unidades para o ano fiscal completo, que se confirmado, representará aumento de 3,4% em comparação com o ano fiscal 2014-2015.
Fonte: Automotive Business