Nissan do Brasil terá novo presidente em 2013

Naturalizado brasileiro, o economista francês François Dossa assume o comando da montadora em janeiro

Autor: da Redação/Foto: Divulgação
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A partir do dia 1º de janeiro, a Nissan do Brasil passará a ser comandada por seu atual diretor geral de administração e finanças, o francês François Dossa. O economista de 49 anos substitui Christian Meunier, que foi indicado para comandar a filial canadense da empresa no final de outubro.

Naturalizado brasileiro há 23 anos, Dossa chegou ao grupo Nissan em abril deste ano, após presidir o banco Société Générale, como responsável pelas operações no Brasil e na América Latina. Anteriormente, foi diretor de finanças de exportação do banco Paribas, em Paris, e gerente comercial da CGEE Alsthom do Brasil, em São Paulo. Atualmente, o executivo preside a Câmara de Comércio Brasil-França.

O principal desafio de Dossa será manter o crescimento da Nissan no País, uma vez que, sob o comando de Meunier, a participação da montadora no mercado brasileiro passou de 0,8% para 3% nos últimos dois anos e meio. Para se ter uma ideia da melhora do desempenho nas vendas, a Nissan comercializou 23.141 veículos em 2009, enquanto 89 mil unidades já foram vendidas entre janeiro e outubro deste ano. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores Fenabrave.

A empresa afirma que pretende atingir a meta de 5% do mercado até 2016, e que nesse período espera lançar oito novos modelos, dos quais quatro serão produzidos na fábrica de Resende RJ, que será inaugurada em 2014. Os automóveis serão: o compacto March e o sedã Versa, importados do México, o SUV Extrem mostrado como conceito no Salão de São Paulo e um quarto veículo a ser anunciado. A unidade fabril receberá R$ 2,6 bilhões em investimentos e produzirá 200 veículos por ano.

Na próxima sexta-feira 23, o presidente mundial da Nissan, Carlos Ghosn, estará no País para falar das espectativas da marca no mercado nacional. No dia seguinte, o vice-presidente global de marketing, Andy Palmer, e o vice-presidente da Infiniti subsidiária de luxo da Nissan, Johan de Nysschen, também falarão sobre os planos de expansão do grupo no Brasil.

Cotas de importação – De janeiro a outubro deste ano, as vendas da Nissan cresceram 87% em comparação ao mesmo período de 2011. A montadora foi da 12ª para a 7ª colocação no ranking nacional de automóveis e veículos comerciais leves. No entanto, o crescimento da empresa foi limitado após o estabelecimento de cotas de importação determinadas pelo acordo automotivo entre Brasil e México.

Apesar de produzir os monovolumes Livina, Grand Livina e a picape Frontier em São José dos Pinhais PR, cerca de 70% dos modelos vendidos March, Versa e Tiida pela marca no País são importados do México. À montadora coube uma cota de importação de 35 mil veículos sem o Imposto de Importação 35% para o período de março de 2012 a março de 2013. O volume já foi atingido e, a partir deste mês, alguns modelos estão sendo importados com a alíquota integral. O compacto March, por exemplo, teve seu preço aumentado em R$ 1.100 e agora custa a partir de R$ 26.060.

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Fonte: Carsale