No ano, preço dos usados cai 4,92%

                                                                                          Nos últimos três meses o preço dos carros usados vem seguindo a mesma tendência, com queda no valor cobrado pelos veículos importados e pequena alta nos modelos nacionais. Na média, setembro registrou aumento de preço (embora irrisório) pela terceira vez consecutiva. O índice foi positivo em apenas 0,06%, muito próximo aos registrados nos dois meses anteriores (0,05% em agosto e 0,08% em julho).

As altas são muito pequenas e não alteram a queda verificada no acumulado do ano. De janeiro a setembro, os carros usados estão 4,92% mais baratos, comportamento influenciado pelas elevadas desvalorizações do início do ano. No primeiro trimestre o preço caiu 3,19% e, a partir do segundo, a tendência começou a mudar. As quedas foram menores até julho e com a chegada do segundo semestre passaram a haver majorações, mas em porcentuais muito pequenos.

Separando por procedência, o resultado de setembro apontou uma alta de 0,36% nos usados nacionais e uma forte queda nos importados, de 1,97%. No acumulado de janeiro a setembro os importados ficaram 12,57% mais baratos, enquanto que nos nacionais a queda é bem menor, 3,60%. A manutenção mais cara e a fraca rede de atendimento afasta o consumidor dos usados importados, o que obriga os lojistas a derrubar os preços.

Variação por marca – Os carros de passeio da Volkswagen ficaram 0,63% mais caros, seguidos pelos da Fiat, com alta de 0,39%. A marca Chevrolet, com alta de 0,17%, aparece em terceiro lugar. Em compensação os usados da marca alemã Audi ficaram 1,85% mais baratos, enquanto os da Citroën tiveram preços reduzidos em 0,27% e os da Honda em 0,24%.

A pesquisa AutoInforme/Molicar apura mensalmente a evolução dos preços dos carros usados, acompanhando o comportamento médio de cada marca (veja na tabela acima os resultados de todas as montadoras em setembro).

Análise – O mercado de usados tem refletido o comportamento dos novos. Como as vendas de zero-quilômetro estão em alta, cresce a oferta dos seminovos por conta dos negócios feitos à base de troca e, em conseqüência, não há espaço para aumento de preço.

Vale lembrar que o setor automotivo em geral está aquecido em função do maior volume de crédito à disposição dos clientes. De janeiro a setembro, houve um acréscimo de 23,3%, totalizando R$ 74,2 bilhões liberados pelas financeiras para compra de automóveis. E o curioso é que a inadimplência nesta área está em queda. Segundo a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), ela caiu de 3,5% em 2006 para 3,2% de janeiro a setembro deste ano. A entidade destaca ainda que a inadimplência no segmento de veículos é bem menor do que nos demais setores de bens de consumo duráveis. O número total de não pagantes é de 7,2% em 2007, quase o dobro dos devedores do mercado automotivo.

Fonte: Diário do Comércio