Volkswagen tira de linha as versões Comfortline e Highline do Golf nacional

A Volkswagen encerrou a produção das versões Comfortline 1.0 TSI e Highline 1.4 TSI do Golf nacional, confirmando a informação que divulgamos há pouco mais um mês quando a marca divulgou o fim da importação da variante perua Golf Variant por conta das baixas vendas em nosso mercado.

De acordo com uma fonte ligada à marca alemã, somente o esportivo Golf GTI ainda pode ser encomendado. As configurações Comfortline e Highline serão comercializadas enquanto houver carros nos estoques da fábrica e concessionárias.

Com apenas 3.070 emplacamentos em 2018 e pouco mais de 500 unidades comercializadas em 2019, o Golf reflete a decadência do segmento de hatches médios nos últimos anos no Brasil, caracterizada pela migração do consumidor desses modelos para os SUVs compactos.

Apesar do fim da produção nacional, a atual geração do Golf continuará sendo vendida no mercado brasileiro por mais algum tempo. A Volkswagen confirmou que a versão híbrida plug-in GTE chegará por aqui no segundo semestre importada da Alemanha.

O Golf GTE é movido pelo motor 1.4 turbo a gasolina de 150 cv, combinado a um propulsor elétrico. O conjunto gera 204 cv de potência, que permite ao hatch acelerar de 0 a 100 km/h em bons 7,6 segundos (um segundo a menos que o Golf GTI). As baterias podem ser recarregadas em tomadas.

Segundo os dados de fábrica, o Golf GTE tem consumo médio de 22 km/l. No modo totalmente elétrico, o hatch é capaz de rodar até 50 km sem gastar uma gota de gasolina.

No entanto, o destino do Golf no Brasil ainda não está definido. A Volks vai aguardar o lançamento da oitava geração na Europa, no segundo semestre, para divulgar uma novo posicionamento do modelo no país. É provável que o novo Golf seja importado como carro de nicho, uma vez que sempre fez o papel de vitrine tecnológica da marca por aqui. A tendência é que a Volkswagen foque na esportividade e importe a versão GTI.

5 NOVOS SUVs ATÉ 2020
A atual estratégia da Volks está focada no lançamento de cinco novos SUVs no Brasil até 2020, uma vez que veículos desta categoria são produtos de maior valor agregado e rendem lucros maiores aos cofres da empresa. O primeiro deles foi o Tiguan Allspace, que estreou no ano passado importado do México, seguido pelo recém-lançado T-Cross.

As próximas novidades ficarão para 2020, começando pelo SUV médio Tarek, futuro rival do Jeep Compass, enquanto o grandalhão Atlas, desenvolvido para os Estados Unidos, também está cotado como opção mais acessível para vir no lugar da refinada nova geração do Touareg. Já o modelo compacto baseado na plataforma encurtada do Polo chegará também em 2020 para substituir o CrossFox em uma categoria abaixo do T-Cross, rivalizando com versões aventureiras de hatches compactos.

Fotos: Divulgação

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