Mercosul e União Europeia: livre comércio atinge setor automotivo

Mercosul e União Europeia: livre comércio atinge setor automotivo

Histórico. É assim que o governo federal se refere ao recente acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, negociado desde 1999 e que prevê isenção de imposto de importação para diversos setores da economia nacional. Porém, nem todos serão imediatamente beneficiados, especialmente o que alimentício, onde certas bebidas e alimentos terão cotas de importação ou redução de tarifa.

Mas, na parte que nos interessa, os veículos e partes destes estão sim, incluídos em isenção total de imposto de importação. O mesmo em relação aos carros produzidos no Brasil e enviados para a União Europeia.

Embora possa ser interessante o corte de 35% na tarifa de entrada destes veículos, o câmbio pode ser o maior entrave para um preço realmente competitivo dos carros feitos no velho continente. Com o Euro à R$ 4,38, os custos ainda serão altos para muitos modelos de carros.

Mercosul e União Europeia: livre comércio atinge setor automotivo

Obviamente que entidades como Anfavea e Abeiva já estão preparadas para essa abertura do mercado com a União Europeia, tendo como exemplo o México, que atualmente está livre de tarifas e cotas de importação. No entanto, o dólar alto enfraquece o comércio entre os dois lados, mesmo sem imposto de importação.

O temor de uma invasão de carros europeus poderia ser medida da mesma forma que o que vem acontecendo com o México, especialmente porque o país latino é totalmente voltado para a exportação. Lá, o custo de produção e mão de obra são bem mais baixos que na União Europeia. Só em relação ao Brasil, isto significa algo em torno de 44% menos, segundo estimativas recentes.

De qualquer forma, a eliminação de tarifas no comércio de veículos, peças e componentes entre Mercosul e União Europeia, não começará de um dia para o outro. O processo deverá demorar alguns bons anos para que o setor automotivo nacional possa evoluir para um patamar aceitável numa troca com os europeus.

O acordo entre Mercosul e União Europeia envolve 32 países (quatro da região) e engloba 750 milhões de pessoas, cujo PIB movimenta atualmente US$ 17 trilhões. Dessa forma, possivelmente a Europa passará a ser o maior parceiro comercial do Brasil. Hoje, a China é o nosso maior negociante.

 

 

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