Novo Trabant pode entrar em produção

Trabant NT concept
Veículo que é símbolo do socialismo alemão ganha protótipo elétrico

Márcio Murta

Nesta quinta-feira (17) a Herpa, em parceria com a IndiKar, apresentou em Frankfurt o Trabant nT, uma nova versão movida a eletricidade do modelo que foi produzido na Alemanha socialista. As responsáveis pelo projeto informam que o nT possui capacidade de percorrer até 160 km com uma recarga e que sua velocidade máxima é de 130 km/h.

A Herpa, empresa fabricante de brinquedos em miniaturas, decidiu, em 2007, apresentar uma miniatura de um suposto novo Trabant em escala 1:10 no Salão de Frankfurt daquele ano, quando o modelo completaria 50 anos de existência. A apresentação tornou-se um grande atrativo do evento alemão, e de 12 000 visitantes que cederam entrevista, 94% afirmaram que o veículo deveria voltar a ser produzido. A partir daquele momento, tornou-se realidade a possibilidade da produção de um novo “Trabi” – assim chamado por seus donos.

Não foram reveladas informações sobre preço, dados técnicos ou possível data de início da produção do modelo, o que indica que as empresas podem estar avaliando a aceitação do veículo para depois tomar a decisão de produzi-lo ou não.

O design da nova geração do novo Trabant segue o mesmo padrão da versão de 1957, com linhas simples e funcionais. Veja as imagens abaixo.

Curto relato da longa história

Há 52 anos entrava em produção na RDA (República Democrática da Alemanha) o compacto veículo Trabant. O modelo que se tornou símbolo do socialismo teve 3 051 385 unidades produzidas até 1991, quando sua produção foi encerrada após a queda do muro de Berlim.

Por ser um veículo produzido para um mercado socialista, onde os gastos tendem a ser contidos, o “Trabi” foi projetado para ser funcional, de baixo custo e resistente. Sua carroceria era feita de uma espécie de plástico, e o primeiro motor era um 0.5 que consumia 1 litro de combustível para percorrer 11 km na cidade e a mesma quantidade de combustível para rodar 14 km na estrada.

A Sachsenring, empresa que produzia o veículo socialista, não conseguiu competir com os desenvolvidos Porsche, Mercedes, BMW e Audi que invadiram o lado oriental da Alemanha para disputar o mercado após a queda do muro. Esses modelos eram mais potentes e seguros, em função da evolução exigida pelo mercado capitalista, o que fez com que a busca pelo compacto simples e pouco potente modelo da Sachsenring caísse muito.

Imagens divulgação

Fonte: Terra Carro Online