Peruas, o retorno

As peruas eram os modelos top de linha de um mercado fechado, nos anos 80.

A Diplomata 4.1, feita sobre a plataforma do Opala, era o carro mais caro fabricado no Brasil e também o mais luxuoso. Saiu de linha em 1992, substituída pela Suprema, a perua derivada do Omega, lançada em abril de 1993 ao preço de Cr$ 60 mil. Vinha até com piloto automático, computador de bordo, injeção multitronic e ar-condicionado de série na versão top.

A Ford tinha a Royale e a Volks a Quantum, produzidas pela Autolatina na fábrica de São Bernardo do Campo. Era a mesma perua, com diferenças mínimas de acabamento. E a Fiat lançou a perua Tempra, em novembro de 1994. A Quantum foi a última a sair de linha, em 2001. Apenas a Marea – que substituiu a Tempra – sobreviveu às minivans, mantendo-se no mercado, mas com vendas insignificantes.

Preenchendo o vazio as montadoras passaram a fazer aqui as minivans, segmento inaugurado pela Renault graças à insistência dos dirigentes da montadora no Brasil: a matriz francesa preferia fabricar aqui o sedan Mégane, embora em pesquisas o consumidor brasileiro mostrava claramente sua opção por um carro com as características da minivan. A Scénic começou a ser fabricada, no Paraná, em março de 1999. Fez sucesso. Em 2001 a GM lançou a Zafira e a Citroën veio com a Picasso.

Voltando – A Fielder inaugurou a nova fase das peruas médias no Brasil, em 2002, e no ano seguinte a Peugeot passou a trazer a 307. Só em 2006 é que a Renault lançou a Grand Tour, derivada do Mégane, e agora a Volks traz a Jetta. Além dessas, são oferecidas no mercado peruas maiores, como a Passat, a 407, a Volvo XC 70, a C5 Break e a Audi A4 Avant.

A Fielder foi a campeã de vendas no ano passado, com 8.511 unidades. Neste ano a líder é a Grand Tour, com 897 unidades vendidas no acumulado janeiro-fevereiro.

Fonte: Diário do Comércio