Peugeot RCZ: letra e música


Esportivo acaba com a ditadura dos números da marca francesa, e com o silêncio da cavalaria: motor 1.6 gera 200 cv e tem sistema que amplifica melodia do turbo

Carina Mazarotto, de Elciego

Cupê é fabricado na Áustria pela Magna Steyr. Tem inédito motor BMW de 200 cv e preço competitivo para enfrentar Audi TTPelo vidro, passavam estradas e paisagens belíssimas. Eu estava bem acomodada, protegida do friozinho que fazia em La Rioja, região vinícola mais famosa da Espanha. Mas tinha pressa. Tanta pressa que nem dei muita bola para o visual e resolvi acelerar. O cupê RCZ? Nada, o passo! Desci logo do ônibus e corri para a recepção do hotel. Eu, minha mala e mais 30 jornalistas do Brasil, Chile e Argentina.

Apertei o passo para chegar antes deles à fila do test drive. Ansiedade? Tsc, tsc. Queria mesmo garantir a chave do Peugeot RCZ a gasolina. Só havia duas versões disponíveis no lançamento (1.6 THP 200 cv e 2.0 diesel, de 163 cv) e claro que todos os meus colegas queriam a primeira, que chegará ao país no início de 2011. E os hermanos também estavam de olho nos 200 cavalos… Mas a fila andou, e a minha primeira partida foi no modelo a diesel. Sorte que o teste era longo (240 km) e no meio do caminho todo mundo precisou parar e colocar a mão no bolso. Ali trocamos as chaves.

De olho nos alemães: além do rival Audi TT, RCZ mira cupê VW Scirocco
Carros na fila do test drive. Quem fica com o RCZ a gasolina?Abre parênteses: o consumidor europeu, quando colocar a mão no bolso, terá mais opções. Além das duas versões do lançamento, o RCZ terá motor 1.6 a gasolina de 156 cv, com opção de câmbio automático. Os preços variam de 27 mil a 30 mil euros, 20% a menos que o principal concorrente, o Audi TT. A Peugeot do Brasil ainda não confirma quais versões serão vendidas por aqui, mas você pode esperar a topo de linha, com motor inédito 1.6 THP de 200 cv e câmbio manual, de seis marchas. O preço? Faça a mesma conta: se o TT custa R$ 199.750, o RCZ vai beirar os R$ 160 mil.

O motor 1.6 de 200 cv é um dos pontos fortes do RCZ. Fruto da parceria entre o Grupo PSA Peugeot-Citroën e a BMW, ele utiliza tecnologias como injeção direta de combustível, abertura variável das válvulas de admissão e turbocompressor para gerar mais potência, mais torque e, claro, menos emissões. Segundo a marca, o consumo em ciclo misto é de 14 km/l e o nível de emissões é de 159 g de CO2 por quilômetro – menos do que o motor 1.6 de 156 cv (168 g/km) e pouco mais que o propulsor a diesel (139 g/km).

Ainda no hotel, saí da fila dos jornalistas e segui para a outra, dos carros. RCZ preto, preto… azul. O roxo e o cinza, em três tonalidades, só nas lojas. Havia também um branco, na entrada do hotel, com faróis escurecidos. Não para o nosso bico: era um exemplar da série limitada de 200 unidades, apresentada no Salão de Frankfurt do ano passado, já esgotada. Bom, aquele azul, por ora, era meu. Mas não deu tempo nem de olhar para ele. O teste já estava começando, precisei entrar.

Cupê tem sistema que amplifica o som do turbo dentro da cabine, como um instrumento musicalEnquanto os carros formavam fila, aproveitei para reparar no ambiente do RCZ. Os bancos são aconchegantes, com abas laterais pronunciadas. Encaixam direitinho nas costas. O encosto de cabeça é integrado ao banco, favorecendo a ergonomia, e a posição de dirigir é baixa, como manda a receita dos esportivos. Para abrir os vidros ou ajeitar os retrovisores, os botões estão na porta – e não entre os bancos como preferem os franceses. Quanto ao volante, falo dele depois – esse aqui, da versão diesel, é um pouco diferente do que você verá no Brasil. O painel central tem um toque “retrô”, com relógio analógico arredondado entre os difusores de ar. Abaixo está o sistema de som, com CD, MP3, entrada USB e Bluetooth. Logo depois vem o ar-condicionado digital, com controles de temperatura de duas zonas.

Curva pra lá, curva pra cá… A suspensão é firme (McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira), mas não é independente como no Au
Fonte: Auto Esporte