Preço do importado no Brasil é o triplo dos EUA


Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

Comprar os cobiçados automóveis importados vendidos no País significa desembolsar até três vezes mais em relação ao preço do mesmo modelo nos Estados Unidos. Levantamento realizado pela consultoria Jato Dymanics do Brasil identificou que o acréscimo mínimo é de 81%, mas em alguns casos pode ultrapassar a casa dos 270%.
Mais do que as taxas que encarecem o valor dos veículos em até duas vezes, o forte posicionamento das marcas premium no mercado é outro fator determinante nessa equação.

O modelo BMW ML 500 comercializado em território nacional custa quase quatro vezes mais do nos Estados Unidos. Considerando o câmbio de R$ 1,79 registrado na sexta-feira, o veículo sai por R$ 376.023, quantia 270% superior ao encontrado no mercado norte-americano (ver arte ao lado).

“As importadoras não estão preocupadas em baixar margens para tornar os carros mais competitivos, justamente porque o consumidor pagará preço que for´´, diz o diretor-superintendente da Jato, Luiz Carlos Augusto.

Na mesma linha estão o Audi Q7 E350 e o compacto Smart Cooper, que por aqui também valem três vezes mais o valor praticado nos Estados Unidos, custando na faixa de R$ 299 mil e R$ 128 mil. Já o menor percentual de diferença foi visto no Honda Fit, com 81% de aumento de preço praticado no País.

Para o especialista, o Brasil é um dos mercados mais promissores para o segmento de luxo, e, por incrível que pareça, a maior parte desses automóveis é comprada a prazo.

Augusto salienta ainda que a diferença é que esses clientes negociam a taxa de juros no banco para não sair perdendo no negócio, ao contrário daqueles que compram carros mais populares. “O brasileiro não tem cultura por cultura fazer pagamentos a vista”, lembra o executivo.

Mesmo com os altos preços, a venda de veículos importados continua avançando. Dados da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) relativos a maio apontaram crescimento de 171,7% frente a igual mês de 2009, com 7.450 unidades emplacadas.

Fonte: Diário do Grande ABC