PSA socorre fornecedores

Redação AutoData

A preocupação com a saúde financeira dos fabricantes de autopeças atinge em cheio todos os mercados do mundo. Ao menos foi o que deixou transparecer o gerente de compras da PSA Peugeot Citroën durante coletiva de imprensa na quarta-feira, 25. Jean-Christophe Quémard demonstrou aflição com a liquidez de seus fornecedores, informou o jornal Le Monde: “Os próximos seis meses serão difíceis em termos logísticos, os fabricantes de autopeças estão em dificuldades financeiras”.

Quémard prevê novas interrupções nas linhas de montagem, como a que ocorreu na Key Plastics, fornecedora de componentes do painel de instrumentos, quando entrou em greve por uma semana. O saldo: 3,4 mil automóveis deixaram de ser produzidos. A empresa está em concordata e trezentos empregos ameaçados.

A medida adotada pela fabricante de automóveis para assegurar sua produção é dar suporte aos fornecedores de maneira que possam enfrentar a queda dos volumes de pedidos. Yvon Jacob, presidente da federação das indústrias de engenharia mecânica da França, assegura que alguns fabricantes não produziram absolutamente nada nos meses de novembro a janeiro.

Diante da crise no setor automotivo, a ministra da economia da França, afirmou em janeiro ser necessário que as produtoras de veículos revissem as relações com seus fornecedores, restaurando a confiança: “Com grande freqüência os fabricantes de autopeças estão em posição vulnerável frente às exigências para a redução de custos”.

A PSA mantém 460 fornecedores diretos, que representam quase 20% de seus pedidos de compra. A empresa assegura que acompanhava a situação de 85 empresas, mas nos últimos três meses este número foi duplicado. Para Quémard estas são as companhias em pior situação e que poderiam paralisar o processo.

No plano de ajuda, a fabricante dobrou o número de analistas financeiros responsáveis pela antecipação de problemas, de especialistas em relações sociais e de relacionamento institucional. A previsão da empresa é que até 2010 a situação mantenha-se delicada para algumas empresas.

A PSA afirma ter injetado € 2 bilhões em alguns de seus fornecedores, alterando os prazos dos pagamentos de 90 para 60 dias. De acordo com o gerente de compras da PSA, “não fosse essa medida só teríamos precisado de € 1,7 bilhão dos cofres públicos e não de € 3 bilhões”.

Fonte: Boletim Autodata