Ray Young e o nosso subprime nos financiamentos

Ao deixar a presidência da General Motors do Brasil há um ano, para assumir a vice-presidência de finanças da matriz em Detroit, Ray Young advertiu que o crédito farto para o financiamento de veículos, com prazos de até sete anos, poderia provocar uma crise financeira igual à gerada no mercado imobiliário americano. Seria o nosso subprime. Hoje a advertência ainda pode soar como um exagero, mas as preocupações avolumam-se na área do crédito automotivo, diante das dificuldades enfrentadas pelo consumidor e do crescimento da inadimplência. Em setembro o índice chegou a 3,83%, depois de avançar desde janeiro. Pior: estão avançando também os atrasos no prazo curto, como mostrou Fernando Nakagawa no Estadão de domingo. Somados os atrasos mais curtos, superiores a 15 dias, a dívida pendente salta para R$ 13,4 bilhões, ou 11,23% de todos os financiamentos para compra de veículos. Segundo o jornalista, os pátios estão cheios de veículos e ficou difícil repassar o veículo no meio do financiamento porque muitas vezes o carro vale menos que a dívida (17 de novembro).
Fonte: Automotive Business