Renault e Dacia encerram compartilhamento de produtos com o Duster

Renault e Dacia encerram compartilhamento de produtos com o Duster

De acordo com o jornal francês Le Figaro, Renault e Dacia encerraram com o Duster da geração nova, mais de uma década de compartilhamento de produto entre as duas marcas. Sylvain Coursimault, gerente global de marketing da Renault, teria revelado a decisão para a publicação, surpreendendo a todos, já que se tornou comum essa ação por parte da empresa no âmbito do mercado internacional.

Como se sabe, desde o Logan da primeira geração, a Renault vem se aproveitando dos projetos da Dacia para poder colocar produtos de baixo custo em mercados sensíveis ao preço, como é o caso da Rússia, Índia e Brasil. Aliás, foi com essa estratégia que a marca francesa deu uma virada de mesa por aqui, retirando um lineup de produtos de origem da própria empresa e assumindo um visual mais romeno com a introdução de Logan, Sandero, Duster e até modificando este último para dar origem à picape Duster Oroch.

Isso também fez com que a Renault pudesse utilizar a plataforma B0 do Duster para desenvolver o Captur. Segundo a empresa, o Duster de nova geração, que chega em breve ao mercado nacional, será o último Dacia compartilhado pela Renault. Mas, isso não significará que a base do utilitário esportivo não será usada em outros projetos da francesa. Por exemplo, o Captur Coupé russo está em desenvolvimento e não terá um equivalente Dacia.

Renault e Dacia encerram compartilhamento de produtos com o Duster

Além disso, a ação por parte da Renault parece confirmar o motivo pelo qual o Kwid não foi vendido como um Dacia, apesar de que rumores ainda dizem que isso pode acontecer. Como se sabe, a marca romena tem preços muito baixos no mercado europeu, sendo geralmente a mais barata entre as ofertadas em diversos países do bloco econômico. Isso tudo com Sandero e Logan encabeçando a lista. No caso de um Kwid, mesmo que consiga passar pelo crivo do Euro NCAP, teria um valor desestabilizador em muitos mercados.

Outro ponto é que a Dacia não pode entrar no segmento médio, por isso o Captur Coupé não terá um equivalente romeno e outros projetos nesse sentido, se em desenvolvimento, não terão ela como destino. Isso dará à Renault maior poder de desenvolvimento de produto para os mercados emergentes, onde assim poderá gerar as próximas gerações de seus carros para atingir uma parcela cada vez maior de clientes, mas sem dispensar o baixo custo envolvido com as bases B0 do Logan/Duster e a CMF-A do Kwid.

[Fonte: Le Figaro via IAB]

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