Renault: Executivos e autoridades querem saída de Ghosn

                                             Governo francês, que possui 15% das ações da marca, exige saída de brasileiro

Após o caso recente da falsa espionagem e a crise diplomática envolvendo França e China, o CEO da Renault, Carlos Ghosn, sofre pressão para deixar o cargo. Há semanas sem ser unanimidade entre os acionistas, devido também à falta de investimentos na marca principal, o executivo brasileiro pode renunciar ao comando da gigante europeia. O pedido para a saída de Ghosn foi feito por alguns políticos franceses.

A líder do movimento anti-Ghosn é o comandande do Partido Socialista da França, Martine Aubry. A política disse, em entrevista à rádio France Info, que a responsabilidade do caso é do CEO. “Quando um funcionário comete um erro em sua empresa, ele não deve se desculpar. Deve sair”, afirmou. O porta-voz do governo, François Baroin, também criticou as ações de Ghosn. “Precisamos que alguém assuma as consequências, desde a postura amadora às injustiças contra os funcionários”, disse.

O governo francês detém hoje 15% das ações da Renault, que despencaram com o caso de espionagem falso. As autoridades não estariam satisfeitas com a postura de Ghosn, que não demitiu Pélata e não conduziu o caso internamente antes de acusar os diretores demitidos. O brasileiro pediu desculpas públicas aos três e anunciou uma indenização, entre outras ações, para se retratar.

Texto: Matheus Q.Pera

Fonte: Audo Diário