Renault investirá R$ 1 bilhão e quer ser a 3º no Brasil

                                             Jean-Michel Jalinier-presidente da Renault
Jean-Michel Jalinier, presidente, anunciou que a Renault pretende ser uma das três maiores fabricantes de automóveis do País — a longo prazo, claro — e investirá R$ 1 bilhão pelos próximos três anos em desenvolvimento de tecnologia e novos produtos.

Jalinier confirmou que a empresa já está trabalhando no projeto do Duster para 2011, um utilitário esportivo que a Dacia, do grupo, começa a produzir na Romenia. O veículo será diferente na versão brasileira, cuja plataforma poderá ser utilizada para outros modelos. Não foram revelados maiores detalhes sobre o novo carro, nem mesmo a motorização.

Em reunião com a imprensa dia 10 de dezembro no Bar des Arts, em São Paulo, o executivo fez um balanço do desempenho da indústria automobilística e da montadora em 2009. Ele acredita que 2010 repetirá os números deste ano, com 3,1 milhões de veículos vendidos, incluindo 110 mil caminhões e 20 mil ônibus. “Poderá acontecer alguma surpresa por conta do desconto do IPI, da volta do crescimento e do ano eleitoral” — admitiu.

A matriz da Renault divulgou comunicado sobre o lançamento do Duster 48 horas antes da apresentação do presidente da Renault do Brasil, numa evidente falta de sintonia com o mercado local. O press release de 8 de dezembro fazia referência à montagem do SUV em Curitiba, PR, reduzindo o impacto do anúncio no Brasil.

Jalinier não guardou elogios aos produtos que a marca fabrica no Brasil. Baseado em pesquisas recentes ele garantiu que a Renault é uma das três primeiras montadoras locais sob o ponto de vista de qualidade. “O Clio é o melhor do segmento e custa apenas R$ 24 mil” — ressaltou.

Sexta no ranking

O presidente da Renault lembrou que a empresa completou dez anos no País com uma operação consolidada, que produz em torno de cem mil unidades por ano — um volume que considera expressivo mas é suficiente apenas para deixar a marca em sexto lugar no ranking de vendas de automóveis até novembro, com participação de 4,56%, atrás da Honda (4,64%).

O empreendimento francês já andou balançando no Brasil, com alta ociosidade na fábrica paranaense e produtos ultrapassados. O lançamento do Logan foi o ponto de partida para a recuperação e, logo depois, o Sandero mostrou que é bom de vendas. Os dois veículos aparecem em destaque nas recomendações de compras das revistas especializadas e talvez comece aí o otimismo de Jalinier para avançar no ranking de vendas, junto com os novos índices de qualidade.

Fonte: Automotive Business