Renault suspende mil funcionários por cinco meses

Medida foi tomara para evitar demissão em massa

ALBERTO CATALDI

A Renault anunciou hoje a suspensão dos contratos de mil funcionários de sua fábrica em São José dos Pinhais (PR). Segundo o sindicado de operários, a decisão foi tomada para evitar uma demissão em massa, causada pela queda de vendas decorrente da crise internacional. Os operários estão em férias coletivas desde 25 de novembro.

A suspensão estipula que os trabalhadores ficarão afastados durante este período, mas terão acesso ao seguro-desemprego e um auxílio financeiro pago pela Renault de maneira a atingir o valor total do salário. O Fundo de Amparo ao Trabalhador também irá garantir uma bolsa de qualificação profissional aos funcionários. O período de afastamento não será incluído na aposentadoria, mas será utilizado para computar férias e pagamento de FGTS e 13º salário.

Ao fim do período de cinco meses, a união sindical e a direção da montadora deverão voltar a se reunir para decidir se as vagas – que representam 33% do efetivo da fábrica – serão mantidas. Claudio Gramm, vice-presidente do Sindicato dos Metalurgicos da Grande Curitiba, declarou que os envolvidos estão certos de que haverá melhoria no cenário econômico, viabilizando o retorno dos funcionários ao trabalho.

O sindicato espera poder negociar com outras marcas que estejam considerando demissões em massa, mas prevê que o setor deva perder cerca de 5.000 empregos este ano somente no Paraná.

Entre as marcas que já anunciaram férias coletivas para seus operários estão PSA Peugeot-Citroën, com 700 trabalhadores em Porto Real (RJ) parados até março, e General Motors, que extendeu as férias coletivas de 300 trabalhadores de São Caetano do Sul (SP) até 11 de fevereiro.

Fonte: Auto Esporte