Revendas mantêm preços dos carros zero-quilômetro


Leone Farias
Com AE

A tendência dos preços dos carros zero-quilômetro é subir a partir deste mês, em função da volta gradativa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), mas muitas concessionárias informaram que vão bancar a alta inicial e não farão reajustes para as unidades em estoque.

A intenção é manter, por mais alguns dias, vantagens propiciadas com o incentivo tributário – os carros mil, por exemplo, ficaram isentos do imposto neste ano, e agora têm a incidência de 1,5% de alíquota, que sobe para 3% em novembro.

“Temos 350 carros faturados em estoque e vamos trabalhar (para esses veículos) com preço antigo”, afirmou o empresário Hermes Schincariol Júnior, diretor da Chevrolet Vigorito, de Santo André.

Essa também é a estratégia adotada pelo grupo Ford Mix. O supervisor de vendas da unidade de São Caetano, Alfredo Rocha dos Santos, citou que a loja tem cerca de 450 veículos para pronta-entrega, os quais terão os preços mantidos.

Cesar Augusto Del Negro, gerente da concessionária Anhembi Chevrolet, na zona norte da Capital, ainda comemorava os resultados do último fim de semana – 40 automóveis foram vendidos, o dobro da média normal -, quando recebeu um aviso da montadora. “A GM nos disse que vai sustentar os preços por mais uma semana, sem repassar o novo IPI”, disse Del Negro. A montadora não confirma a informação, mas o gerente garante que, pelo menos em sua loja, os preços não devem subir por enquanto.

Na concessionária Itavema da Barra Funda, em São Paulo, os preços também devem se manter. “Mesmo que a montadora repasse o IPI, a própria concessionária está avaliando a manutenção de preços, em função dos estoques”, disse o gerente Cristiano Moreno.

EM ALTA – Mesmo com a perspectiva de aumentos em breve, os revendedores se mantêm otimistas em relação às vendas neste mês. Um dos fatores é a melhora das condições de financiamento. “O crédito voltou com força. As taxas de juros já estão menores do que as do ano passado”, afirmou Schincariol Júnior. Ele disse que as taxas giram hoje em 1,35% e os prazos chegam a 72 meses.

Fonte: Diário do Grande ABC (02/10/2009)