Sérgio Reze fala sobre taxação de veículos e ambiente urbano

                                             Impostos e sistema viário preocupam o atual presidente da Fenabrave.

Wagner Gonzalez

Na abertura do II Fórum da Indústria Automobilística, o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze, destacou o contraste entre os tributos gerados pelo automóvel e a forma como esse produto é taxado. Falando a uma plateia representativa do setor, Reze comentou: “Sempre me questionam a diferença de preço entre o veículo importado e o fabricado no País. Se compararmos esses bens excluindo os tributos aplicados sobre cada um, teremos uma boa visão da capacidade do empresário brasileiro e veremos que o carro brasileiro tem um preço competitivo. No Brasil, o automóvel é o único bem que paga imposto por toda a sua vida útil.” Citando a paulistana Avenida Brigadeiro Luís Antonio como exemplo – “é uma via que tem três mãos de direção em sua extensão” -, Reze cobrou que o automóvel seja estudado e analisado dentro de uma perspectiva adequada, caso contrário o crescimento da indústria será punido injustamente. “O sistema da indústria automobilística gera muitos tributos. Eu pergunto para onde vão esses tributos? Eles devem ser aplicados de forma adequada, como transporte de massa de qualidade, um modo de garantir que o automóvel seja usado como transporte de lazer.” Segundo o presidente da Fenabrave, o setor deve acompanhar o crescimento do País de forma sustentável com um índice de 4,5% este ano. Como pontos fortes do setor, Sérgio Reze aponta o desempenho dos concessionários, segundo ele os melhores do mundo: “Estamos falando de empresas que conseguem suportar e vencer a complexidade e o custo do sistema tributário brasileiro, bem como as taxas de juros praticadas para a manutenção dos estoques, até sete vezes os 4% anuais praticados nos Estados Unidos, Japão e Europa.

Fonte: Automotive Business