Setor de autopeças demitiu 28,7 mil trabalhadores desde setembro

O emprego no setor de autopeças atingiu um pico de 231.700 postos de trabalho em setembro. De lá para cá, ameaçadas pela crise, as empresas utilizaram diversos expedientes para evitar demissões, mas elas aconteceram em volume expressivo. No final de março o contingente de trabalhadores em autopeças deve estar ao redor de 203 mil – ou 28,7 mil a menos do que no final de setembro.

O segmento que atende a produção de veículos leves está mais próximo da normalidade com a retomada da produção. Já as empresas que abastecem as fábricas de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas ainda devem passar por momentos difíceis em direção a tempos melhores. “Nesse caso, podem acontecer mais férias coletivas ou até afastamento dos trabalhadores por algum tempo” – reconhece Paulo Butori, presidente do Sindipeças.

O executivo atribui à redução do IPI o número ‘pequeno’ de dispensas no setor. “Se o governo não tivesse adotado a medida, certamente o número de dispensas teria sido o dobro” – adverte. Ele calcula que o incentivo do governo permitiu elevar as vendas em pelo menos 75 mil unidades no primeiro bimestre, elevando a atividade do setor e preservando empregos.

A ociosidade no setor de autopeças, que era de 8% em outubro do ano passado, passou para 30% em janeiro, 27% em fevereiro e deve fechar março em 20%.

Fonte: Automotive Business