Setor de veículos comerciais aposta nos emergentes

O jornal Valor de ontem escreveu que, antes de tomar a decisão de ampliar a capacidade da fábrica de caminhões e ônibus no Brasil em 25% a partir de 2009, a direção mundial da Mercedes-Benz questionou se deveria mesmo seguir esse caminho diante de uma crise econômica que já havia se propagado pelos Estados Unidos e começava a se refletir em outras partes do mundo. Mas a crise não mudou os planos dos fabricantes de veículos de carga europeus, que mantêm, todos, planos estratégicos voltados para os mercados emergentes. Segundo o jornal, diante das apostas que a indústria de caminhões e ônibus deposita no vigor dos mercados emergentes, não é de crise o clima em Hannover onde prossegue até amanhã a 62ª Feira de Veículos Comerciais. A direção mundial da Iveco prevê queda de 10% no mercado europeu no próximo ano. Mas o principal executivo da companhia, Paolo Monferino, imagina conseguir compensar a retração com as vendas em regiões como a América Latina. Stephan Schaller, presidente mundial da divisão de veículos comerciais da Volkswagen, lembra que os analistas do setor de veículos de carga prevêem um aumento de demanda global de 30% nos próximos 10 anos. “Nos mercados emergentes esse crescimento poderá chegar a 60%”, afirma o executivo. Já Mathias Wissmann, presidente da Associação da Indústria Automotiva na Alemanha, disse que à exceção da América do Norte e Japão, o mercado internacional de veículos comerciais continua em boa forma (1 de outubro).
Fonte: Automotive Business