Soul chega em maio por cerca de R$ 70 000


Kia terá motor 1.6 16V de 124 cv e bom pacote de equipamentos

Gerson Campos / De Miami, EUA

A primeira reação das pessoas diante do Kia Soul costuma ser de estranhamento. A segunda, de simpatia. E, para muitos, a terceira é “fuçar” para ver o que essa mistura de conceitos tem a oferecer em termos de espaço, tecnologia e, principalmente, preço, sem dúvida o fator que definirá o sucesso – ou o fracasso – da novidade mundial por aqui.

Previsto para chegar ao mercado nacional em maio com valores entre R$ 70 000 e R$ 80 000, o Soul foi desenvolvido para ser diferente – e para quem quer ser diferente. “É um carro para os que são jovens de coração”, exagerou Kenny Lee, presidente da Kia Motors para as Américas Central e do Sul, durante o lançamento do modelo em Miami. Na cidade do sul da Flórida, estado mais quente e descontraído dos Estados Unidos – a cara do Soul –, o Carro Online testou as qualidades do lançamento equipado com motor 1.6 16V e transmissões automática e manual.

Mas que carro é esse Kia, afinal? Um hatch, uma minivan, uma multivan, um compacto ou o quê? Difícil dizer. Falando em tamanho, ele é um pouco mais curto que um hatch médio – seu comprimento é 10 cm menor que o de um VW Golf e 14 cm inferior ao de um Ford Focus. Em termos de funcionalidade, não chega a bater concorrentes como o versátil Fiat Doblò, mas tem excelente espaço interno e “pé direito alto”. O lançamento ainda é 25 cm mais curto que o companheiro de marca Sportage e apenas 8 cm mais baixo que o SUV, o que o faz parecer quadrado perto de modelos comuns.

Descontraído e fácil de levar

Para a Kia, quem compra um Soul quer dizer ao mundo que é alguém descolado, jovem e de bem com a vida. E realmente é essa a ideia que o carro passa, a começar pelo que encontramos ao assumir o volante. Entre as opções de cor para o revestimento dos bancos e painel, há um pacote que mescla a tonalidade da carroceria com o preto das peças internas (confira clicando no ícone “fotos”, acima), e o som conta com um dispositivo chamado Sound Sensitive Mood Lightning. Com esse sistema acionado, pequenas luzes ao redor das caixas acústicas podem ser reguladas de quatro formas: Static, na qual as lâmpadas ficam acesas o tempo inteiro, Mood (acendem e apagam a cada 4 segundos), Club (piscam de acordo com a música) e Off (desligadas.).

Bem equipado, o Soul ainda oferece na versão mais completa itens como volante com comandos do som e controlador de velocidade de cruzeiro, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, teto solar e rodas de 18” – a opção de entrada no Brasil terá um jogo de 16”, mas a top permanecerá com 18”. Produzido com o bom motor 1.6 16V do novo Cerato e fabricado sobre a plataforma do Hyundai i20 (as marcas coreanas pertencem ao mesmo grupo), o Soul oferece 124 cv de potência a 6 300 rpm e 15,9 mkgf de torque a 4 200 rpm, números que o tornam agradável de dirigir tanto na versão automática quanto na manual — as duas opções serão oferecidas aqui. Por enquanto, ele será movido a gasolina, mas o flex chegará no final de 2009/início de 2010.

Dá para ser diferente num mercado conservador?

No Brasil – e até no mundo – é difícil dizer quem são os rivais diretos do Soul. Pela faixa de preço, o modelo briga até com sedãs médios, mas, pela proposta, deve balançar os corações de donos de SUVs de entrada e de hatches médios.

Exemplos: os próprios donos de Sportage e Hyundai Tucson, por que não, devem dar uma olhadinha no Soul quando ele passar na rua, já que boa parte dos compradores desses carros são jovens em busca de algo para se diferenciar do comum – e, você já sabe, essa é a praia do novo coreano. Também não será estranho ver proprietários de Golf e Focus darem uma passada na concessionária da Kia.

Mas se a sua ideia é focar no custo/benefício e perder pouco dinheiro na hora da revenda, talvez ele não seja a compra ideal. Não que o novo Kia esteja condenado a valer pouco na hora da troca, mas é preciso lembrar que ele será um estranho no ninho em um merc
Fonte: Terra Carro Online