Venda de carros da Índia atinge recorde mensal de 158 mil unidades em julho


Novos modelos e crescente nível de renda impulsionaram os consumidores a comprar

Ligia Sanchez, da Agência Estado

NOVA DÉLHI – As vendas mensais de carros na Índia atingiram nível recorde em julho, passando o recorde anterior de março. Novos modelos e um crescente nível de renda impulsionaram os consumidores a comprar.

As vendas locais totalizaram 158.764 carros em julho, 38% acima dos 115.084 registrados em julho de 2009, de acordo com dados publicados pela Sociedade de Fabricantes de Automóveis Indianos. Em março, as montadores tinham vendido 155.600 unidades no país.

“O crescimento do mercado automotivo foi ajudado pelo esforço das companhias de automóveis para abarcar o mercado rural”, afirma o diretor-geral da entidade, Vishnu Mathur.

Em média, apenas 12 em cada 1.000 indianos possuem um carro ou veículo utilitário, porcentagem bem menor nas regiões rurais. Este potencial de crescimento, em função de níveis de renda crescentes na segunda economia com expansão mais rápida, no mundo está encorajando as fabricantes de automóveis a lançar novos modelos, especialmente carros pequenos – preferidos pelos consumidores locais por preço e custo de manutenção menores.

Um fator importante para as vendas maiores de carros está na disponibilidade de empréstimos a baixas taxas de juros. Entretanto, a inflação na casa dos dois dígitos forçou o banco central da Índia a elevar a taxa de empréstimo em 1,0 ponto porcentual desde março, incluindo um aumento de 0,25 ponto porcentual em julho, o que poderia tornar os empréstimos mais caros.

Mas Mathur acredita que esta recente onda de aumento da taxa foi modesta e não deve impactar as vendas em curto prazo. O crescimento nas vendas de carros deve superar a previsão da entidade de 12% a 13% no atual ano fiscal, que encerra em março de 2011.

As vendas podem bater novos recordes em outubro e novembro, estimuladas por uma série de festivais hindus e muçulmanos, considerados propícios para compra de bens. As informações são da Dow Jones

Fonte: O Estado de São Paulo