Venda de implementos recua 10% em 2014

Empresas estão preocupadas com as novas condições do PSI

REDAÇÃO AB

Os fabricantes de implementos rodoviários
seguiram o desempenho negativo do mercado de caminhões e registraram queda nas
vendas de 10,22% em 2014 na comparação com 2013. De janeiro a dezembro foram
vendidas 159.618 unidades, ante 177.795 no ano anterior. O segmento pesado, de
reboques e semirreboques, apresentou o maior recuo, de 19,37%, com a entrega de
56.529 veículos rebocados contra 70.105 um ano antes. Já a linha leve, de
carrocerias montadas sobre chassis, a retração foi de 4,27%, com a venda de
103.089 implementos, em comparação a 107.690 no exercício anterior.

Segundo comunicado divulgado pela associação dos fabricantes de implementos
rodoviários, a Anfir, a definição das condições para 2015 do PSI/Finame deve
trazer impacto negativo nas vendas do setor no primeiro trimestre do ano, especialmente
no segmento pesado veículos rebocados, pois a linha de financiamento de
investimentos do BNDES é responsável por financiar a maior parte dos negócios.
A influência do crédito subsidiado do governo é bem menor para os implementos
sobre chassis, porque boa parte das empresas compradoras não se enquadra nas
regras do BNDES para aprovação do financiamento.

A taxa anual de juros praticada nos financiamentos do PSI passou para 10% para
as grandes empresas, 9,5% para as pequenas e médias e 9% na modalidade
Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos. O maior impacto, contudo, é que a
linha não financiará mais 100% do bem, mas apenas 50% do valor no caso de
grandes corporações e 70% para empresas de pequeno e médio portes. Na
segunda-feira, 5, o BNDES publicou circular em que abre a possibilidade de
financiar mais 40% ou 20% do bem, chegando a 90%, com taxas maiores e
variáveis. Contudo, as regras ainda não estão claras e na prática nenhuma
operação de financiamento foi fechada desde o início de dezembro, quando
terminou o programa anterior.

“A indústria espera que os bancos comerciais entrem firmes no complemento do
valor dos bens, com taxas competitivas. Isso é importante para atrair clientes
a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro”, diz Alcides Braga,
presidente da Anfir.

A avaliação da entidade é de que o fraco desempenho dos negócios em 2014
influenciará o comportamento dos empresários em 2015. “Os planos de aquisições
e renovações serão revistos e é natural que haja comportamento mais conservador
para a compra de implementos rodoviários”, avalia Mario Rinaldi, diretor

 executivo da Anfir.

Fonte: Automotive Business