Vendas do Grupo Volkswagen fecham 2015 com queda de 2%

 Brasil foi um dos responsáveis por puxar resultado negativoREDAÇÃO ABO Grupo Volkswagen divulgou detalhes de sua performance no mercado em 2015. No ano em que eclodiu o dieselgate, escândalo causado pela fraude da empresa em 11 milhões de motores para que eles passassem em testes de emissões, a companhia termina com redução de 2% em suas vendas ao redor do mundo na comparação com 2014. Foram entregues 9,93 milhões de unidades, somando os resultados das diversas marcas de veículos leves e pesados do Grupo. Em dezembro os dados mostram queda mais severa, de 5,2% na comparação com igual mês do ano passado. Foram vendidas 834,8 mil unidades no período. O mês seguiu tendência apresentada após setembro, quando foi descoberta a fraude dos propulsores diesel. Até então os negócios seguiam trajetória ascendente. Além do escândalo, a queda do mercado brasileiro foi outro fator negativo para a vendas do Grupo Volkswagen. O País foi o responsável pela maior queda entre todas as regiões em que a companhia atua, de 38,1%, para 389,9 mil veículos. Com isso, o resultado na América Latina foi 29,8% menor do que em 2014, com 558,3 mil unidades. A Rússia também deu sua contribuição ao resultado negativo. Os negócios da empresa alemã diminuíram 36,8% no país em 2015, para 174,3 mil unidades. Na China a baixa foi bem mais sutil, de 3,4%, para 3,54 milhões de veículos. Ainda assim, a perda é importante, já que acontece em mercado de proporções tão grandes. Os negócios do Grupo Volkswagen foram bem na Europa, com crescimento de 2,5%, para 4 milhões de carros. Só na Alemanha as entregas somaram 3,4 milhões de unidades, com alta de 4%. Outro resultado positivo foi o registrado nos Estados Unidos, onde a companhia evoluiu 1,2%, com 607,1 mil emplacamentos. Ainda assim, a performance é tímida diante do bom momento das vendas de veículos no país, que alcançaram recorde em 2015 com mais de 17 milhões de unidades. MARCAS A Porsche se destacou no Grupo pelo resultado positivo em 18,6% no ano passado, com 225,1 mil veículos entregues globalmente. O ano também foi bom para a Audi. Mesmo com o envolvimento no dieselgate, a marca elevou em 3,6% suas vendas, para 1,8 milhão de carros. Skoda e Seat tiveram avanços tímidos para 1 milhão de veículos a primeira e 400 mil unidades a segunda. Enquanto isso, a demanda por carros de passageiro da marca Volkswagen encolheu 4,8% e ficou em 5,8 milhões de unidades. No segmento de veículos comerciais, a maior queda ficou com a MAN por causa da dependência do mercado brasileiro. A redução foi de 14,7%, para 102,5 mil unidades. Já a Volkswagen Veículos Comerciais reduziu seus negócios em 3,5% e vendeu 430,8 mil caminhões e ônibus. A contração também chegou à Scania, que registrou baixa de 4% no ano, para 76,6 mil veículos.
Fonte: Automotive Business