Versões de entrada demoram para ser beneficiadas

Apesar da constante evolução nos motores 1.0 (o Fiat Uno Mille foi lançado em 1990 com 48 cv e hoje tem até 66 cv), alguns modelos demoram para receber todas essas melhorias. São os carros de entrada das marcas, feitos para ter baixo custo. É o caso do próprio Celta, que ficou desde 2006 com o motor de 70 cv, enquanto seu irmão mais sofisticado, o Corsa, já dispunha de uma versão mais avançada, de até

79 cv. Aliás, até hoje, trata-se da maior potência obtida no Brasil por um propulsor de 1.000 cm³ sem sobrealimentação – excluindo assim o 1.0 16V Turbo da VW (112 cv) e o 1.0 Supercharger da Ford (95 cv).

No momento, o melhor exemplo dessa “discriminação” é o bom e velho Mille, uma vez que o motor do Palio gera até 75 cv ao utilizar apenas álcool. No entanto, no ano passado seu propulsor também recebeu modificações para atender ao Proconve.

Na VW, o renegado é o Gol da geração anterior, que continua à venda como modelo de entrada. De concepção mais antiga que o da quinta geração, tem propulsor de posição longitudinal que gera 68 cv com gasolina e 71 com álcool, ante 72 cv e 76 cv, respectivamente, do modelo novo.

Fonte: O Estado de São Paulo