Volks reajusta salário em meio a crise

BLOOMBERG NEWS
BERLIM

A Volkswagen, maior montadora européia, enfrenta custos mais elevados com folhas de pagamento, depois de ter concordado com o sindicato IG Metall em aumentar os salários de 9,2 mil trabalhadores.

Cerca de 4,2 mil empregados no chamado programa Auto 5000 serão remunerados segundo as regras salariais regulares mais altas da Volkswagen a partir de 1° de janeiro de 2009, informou o sindicato
ontem em comunicado. Os salários para 5 mil empregados temporários nas seis fabricas da Volkswagen na Alemanha Ocidental também serão elevados.
“Trata-se de um bom acordo”, disse Hartmut Meine, líder regional do IG Metall na Baixa-Saxônia , onde se situa a matriz de Wolfsburg da VW. “Demos um passo decisivo na direção de nossa meta de pagamento igual para trabalhos iguais.”

Os empregados do Auto 5000, que montam a minivan Touran e o utilitário esportivo compacto Tiguan, recebem salários menores do que os trabalhadores registrados da Volkswagen enquanto trabalham em horário mais flexível.
O acordo termina com dois meses de negociações entre o maior sindicato trabalhista do país e a montadora.
“Era hora de abandonar o projeto Auto 5000”, disse Meine. “Os trabalhadores do Auto 5000 há muito provaram que podem fabricar os carros com sucesso.”

O porta-voz da Volkswagen, Stefan Ohletz, confirmou o acordo fechado pela empresa e se recusou a comentar a respeito.
A montadora e o IG Metall concordaram em aumentar os salários para cerca de 5 mil trabalhadores temporários a partir de janeiro, anunciou o sindicato.
Os funcionários da área de produção irão receber ¥ 13,70 ( US$ 17,59) a hora durante os primeiros seis meses, ¥ 15,30 a partir do sétimo mês , e ¥ 16,96 após 19 meses.

A IG Metall enfrenta a oposição dos empregadores em relação a seus pedidos para aumento salarial para 3,2 milhões de trabalhadores nos setores de engenharia e metalúrgico da Alemanha em 8%. A exigência do
sindicato “não é compatível com a economia”, disse Norbert Reithofer, principal executivo da Bayerische Motoren Werke (BMW), em uma teleconferência ontem.
A fábrica da BMW em Leipzig foi afetada por “greves de alerta” de cerca de 800 trabalhadores ontem, disse o IG Metall. A próxima rodada de negociações sobre pagamentos, que também afeta companhias como Daimler e a autopeça Siemens, está programada para 11 de novembro.

Por causa da fraca demanda em todos os mercados, a BMW suspendeu a produção por uma semana e mandou 40 mil funcionários para casa. Segundo portavoz da empresa até sexta-feira não funcionarão as linhas de produção nas fábricas alemãs de Munique, Regensburg e Dingolfing.

Fonte: Gazeta Mercantil