Volks vê possível prejuízo no 1º tri e corta investimento

Vendas da montadora alemã caíram 15%, para 809.200 veículos, nos dois primeiros meses deste ano

Marcílio Souza, da Agência Estado

WOLFSBURG, Alemanha – A montadora alemã Volkswagen confirmou nesta quinta-feira, 12, que poderá registrar prejuízo no primeiro trimestre e que suas vendas e lucros cairão este ano, por causa do declínio do mercado automotivo. Os investimentos este ano deverão ser cortados em 2 bilhões de euros (US$ 2,56 bilhões). O grupo, no entanto, ainda espera atingir a meta de crescimento para 2018, que inclui a ampliação das vendas anuais da marca VW para 6,6 milhões de unidades. A marca vendeu 3,65 milhões de veículos no ano passado.

As vendas do grupo caíram 15%, para 809.200 veículos, nos dois primeiros meses deste ano. Segundo o diretor financeiro do grupo, Hans Dieter Poetsch, o mercado global de automóveis “parece não ter atingido o piso ainda”.

No ano passado, o lucro operacional da marca VW saltou 40%, para 2,72 bilhões de euros, ajudado pela melhoria de eficiência e pelos custos mais baixos. O retorno sobre investimentos em sua divisão automotiva atingiu 10,9% em 2008, de 9,5% em 2007. Em todo o grupo, o lucro operacional aumentou 3% no ano passado, para 6,33 bilhões de euros. A Volks disse que vai lançar cerca de 60 modelos novos ou revitalizados este ano.

Poetsch reiterou que a companhia não tem planos para fundir sua marca sueca de caminhões Scania com a MAN e disse que as sinergias entre as operações de caminhões dos dois grupos podem ser atingidas por outros meios. A Volkswagen assumiu o controle da Scania no ano passado e é a principal acionista da MAN, com uma fatia de 29,9%.

O diretor de vendas da montadora, Detlef Wittig, disse que a Volks pretende diminuir os estoques em 50% ao final do primeiro trimestre, dos 160 mil veículos do final do ano passado. De acordo com o executivo, os estoques deverão continuar caindo nos meses seguintes, até um “nível ideal”, mas ele não apresentou um número específico. As informações são da Dow Jones.

Fonte: O Estado de São Paulo