Volkswagen pode ter de indenizar consumidor europeu por fraude

 Comitê europeu pede medidas equivalentes às que a empresa deve adotar nos EUAREDAÇÃO ABO Comitê Industrial da União Europeia UE pressiona a Volkswagen para que ela ofereça compensações aos consumidores que tiveram seus carros envolvidos no dieselgate, a fraude em motores diesel para que eles passassem em testes de emissões apesar de poluírem mais do que o permitido. A organização não sugere como esse ressarcimento deve ser feito, apenas pede que a companhia reveja a posição anunciada em novembro do ano passado, quando o grupo declarou que não ofereceria nenhuma indenização aos clientes afetados pela trapaça. Na ocasião a empresa apenas reforçou que trabalhava em um pacote de medidas para garantir que os donos dos veículos fossem incomodados o mínimo possível durante o processo de recall. Elzbieta Bienkowska, que integra o comitê industrial da UE, enviou uma carta ao CEO do Grupo Volkswagen, Matthias Müller, no dia 15 de janeiro. “Compensar os consumidores vai além de igualar as medidas legais tomadas na Europa com as adotadas nos Estados Unidos e tem papel fundamental para manter a imagem da Volkswagen como uma companhia responsável e confiável”, declarou ela em trecho divulgado pela agência Reuters. A Volkswagen admitiu ter adulterado os motores de 11 milhões de veículos vendidos no mundo. Só na Europa são 8,5 milhões de unidades. Nos Estados Unidos o problema afeta cerca de 500 mil veículos. O país ainda não definiu as penalidades que serão impostas à Volkswagen pela fraude, mas deverá incluir indenizações aos consumidores afetados. A companhia já se comprometeu a ser generosa para contrabalançar o problema causados para os clientes da região. IMPACTO NA QUALIDADE DO AR Além de pressionar o grupo a ressarcir os consumidores, o comitê europeu quer saber detalhes dos veículos afetados. A organização pede o número preciso de carros envolvidos por país, além de detalhes técnicos das medidas que serão adotadas no recall dos veículos para corrigir o problema. Bienkowska cobrou da companhia informações sobre o possível impacto do excesso de emissões desses automóveis na qualidade do ar de cada região europeia.
Fonte: Automotive Business