VW deve investir na fábrica Anchieta


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

A fábrica Anchieta, da Volkswagen, que completa hoje 50 anos de sua inauguração oficial, prepara-se para receber novos investimentos, que a companhia deverá anunciar até o início de dezembro. A empresa não revela, por enquanto, valores, mas a expectativa é de que sejam direcionados para aumento da capacidade produtiva e para o desenvolvimento de novos modelos.

Com mais de 11 milhões de veículos produzidos até hoje, a unidade – que fabrica atualmente por dia 1.300 carros de nove modelos (Novo Gol, Nova Saveiro cabine simples, Nova Saveiro cabine estendida, Polo, Polo Sedan, Gol G4, Parati, Kombi Furgão e Kombi Standard) – é uma referência desde que foi construída.

Foi a primeira planta fabril da marca fora da Alemanha. Depois, ao longo dos anos, foram várias inovações introduzidas pela fábrica no mercado nacional, como a injeção eletrônica, os freios com sistema ABS e a tecnologia flex fuel (do motor bicombustível). Na unidade, foi implantado ainda o primeiro laboratório de crash-tests do País, em 1971. Mais recentemente, em 2008, teve inaugurado o Centro de Realidade Virtual, que permite a concepção e desenvolvimento simulado de novos produtos.

A unidade foi um marco da indústria automobilística não apenas pelos avanços tecnológicos, mas também pelas transformações em seu processo de gestão.

No início da década de 1980, era comparável a uma cidade, já que contabilizava cerca de 40 mil funcionários diretos. “Era uma estrutura produtiva muito intensiva de mão de obra e pouco intensiva em capital”, assinala o professor de Economia da Umesp (Universidade Metodista do Estado de São Paulo), Sandro Maskio.

Ao longo dos anos, houve um processo de terceirização de atividades e de descentralização, lembra Francisco Duarte de Lima, o Alemão, que está na empresa há 25 anos. Maskio cita a abertura econômica, na década de 1990, como um dos fatores que impulsionaram essas mudanças para uma estrutura mais enxuta e mais moderna.

A competição do mercado é crescente, assinala o economista da Umesp. “O ambiente hoje é mais competitivo, para que se tenham carros mais baratos, sem descuidar da satisfação do consumidor e do design”, cita.

Fonte: Diário do Grande ABC