VW Eos conquista pela versatilidade


O grande barato desse cupê é se tornar conversível quando você quer, além do desempenho esperto do motor 2.0 turbo de 200 cv

Alexandre Carvalho

Ei, você, que é ou será proprietário do novo VW Eos ou que vai pegá-lo emprestado do amigo para uma voltinha. Se os dias estiverem quentes, não espere até o amanhecer para aproveitar o que esta novidade oferece de melhor: a esportividade que traz o vento na cara como bônus. Pare o carro, coloque o dedo indicador no botão posicionado no apoio de braço entre os bancos dianteiros e espere 25 segundos. É o tempo necessário para o teto rígido deste CC (cupê conversível ou cupê camaleão?) dobrar-se por completo e se acomodar suavemente no compartimento de bagagem. É um período bem curto de espera para começar a experimentar a sensação de liberdade que este conversível proporciona.

O Eos, que chega por R$ 159.900, não é um simples cupê que se traveste de conversível. Ele se diferencia dos concorrentes diretos no Brasil – Peugeot 307 CC (R$ 136.400) e Renault Mégane CC (R$ 120,5 mil) – por utilizar muita tecnologia de ponta. Anote aí. O primeiro item é o sistema eletro-hidráulico de abertura da capota, que conta com 470 componentes. A marca alemã também dotou o modelo com um teto solar de vidro escurecido, que mede 1.125 milímetros por 605 mm, inédito na indústria automobilística, segundo a empresa. Pode parecer bobagem para um conversível, mas lembre-se que nem sempre você estará com a capota recolhida, por questões de segurança. Aí, um ventinho e um solzinho na cabeça vai bem no traje cupê.

Lanternas com elementos circulares já foram abandonadas nos VW mais modernosPara ter a esportividade que um conversível pede, não basta recolher a capota rapidamente no porta-malas (380 litros como cupê e 205 litros como conversível). É preciso ter disposição sob o capô. E o Eos tem. O motor turbo 2.0 quatro cilindros, de 200 cavalos e torque de 28,5 kgfm entre 1.700 e 5.000 rpm, é casado com a transmissão DSG de embreagem dupla (outra tecnologia moderna do grupo VW), que não deixa espaço para perda de torque nas trocas de marchas. Assim, o Eos responde muito bem aos comandos do pedal do acelerador, garantindo diversão em qualquer tempo. Diversão que fica maior com as mudanças de marchas no volante, por meio de borboletas. Segundo a marca, o trem de força faz o carro atingir máxima de 229 km/h e sair da imobilidade até os 100 km/h em 7,9 segundos.

Aliás, a VW coloca a culpa neste propulsor pelo atraso do lançamento do Eos no Brasil. O conversível foi apresentado no Salão do Automóvel de 2006, e prometido para o ano seguinte. Chegou somente agora, por causa da “mudança de planos”. A marca justifica que o motor que viria em 2007, um 2.0 de 150 cv, não era adequado para o nosso mercado. E pediu para a matriz mudar a encomenda. Assim, todo o processo de reprogramação dos pedidos, homologação e chegada das unidades ao país levou dois anos.

Um problema que o Eos vai padecer em nossas ruas, avenidas e estradas mal conservadas são os grilos. Não é difícil escutar peças plásticas do carro batendo na traseira, especialmente. A sinfonia chega a assustar, pois lembra um usado com mais de três anos de uso – a unidade avaliada estava com menos de 4 mil km rodados.

Mesmo custando até R$ 39,4 mil acima do concorrente mais barato, o Mégane, o Eos vale o quanto pesa. Seu acabamento interno é mais primoroso que o dos franceses. E também oferece um pacote único de equipamentos. Ele vem com acabamento cromado que contorna a grade frontal, rodas de liga leve de aro 17, pneus 235/45 R17, dupla saída de escape em aço inox, air bags frontais e laterais, ABS, controles de tração (ASR) e de estabilidade (ESP), faróis bixenônio com facho de luzes direcionais, lanternas traseiras com leds, ar-condicionado com regulagens individuais, comandos de som no volante e sistema ativo de proteção contra capotamento (ARP – Active Rollover Protection). O ARP, segundo a VW, amplia a segurança ao ativar duas estruturas metálicas, recolhidas atrás dos bancos traseiros, em ape
Fonte: Auto Esporte